Fascina-me, no mau sentido, a clareza da falta de pudor da suposta elite política portuguesa. Chamar elite a Miguel Relvas, ministro e cão de fila de PPC, é necessariamente hiperbólico, não obstante foi o que saiu.
Relvas — qual novo Carlos Castro do anedotário nacional — foi operário de três ou quatro patranhas que, cada uma só por si, seriam mais razão para demissão instantânia do que os corninhos de Manuel Pinho. Foi o caso das secretas, foram as pressões inadmissíveis, não éticas e legais sobre a jornalista e o jornal público, é agora o canudo comprado na lusófona, sabe-se lá o que mais relacionado com Angola e interesses do lado intereceiro das privatisações… Espero sinceramente que o caro senhor (ainda) ministro não esteja envolvido em Casas-PIas ou semelhantes.
É claro, como águinha ao sol do meio-dia, que PPC não fará rigorosamente nada por si mesmo. Das duas uma ou as duas até: PPC é um idiota chapado com um ar fofinho, ou um sacaninha incompetentezeco, igual a Relvas e espécimes similares. Há que lembrar que tanto PPC, como Relvas, e metade dos tachistas de serviço em Portugal saíram desse seminário para aspirantes a filhos da mãe que é a JSD (leia-se Jovenzinhos saudosos d’antigamente). Portas e a amiga passam pela chuva, ora pois então.
Porque isto é um blog pessoal, e empregador que não me contrate por ler isto não será mesmo meu empregador, fica aqui uma consideração final (e desajustada como tantas outras) sobre este pseduo-liberalismo, que serve de base ideológica ao PSD e partidos da situação: “ideologismos” a mais ou a menos, julgo que vivemos numa anarquia exclusiva para filhos da meretriz que os deu à luz, com mil desculpas pela desqualificação desnecessária das progenitoras dos visados.
Merda, que isto está tudo uma grande merda, e estou farto de usar paninhos quentes.