Soluções e Valium 10
Posted in fascistas on Março 23rd, 2012 by Rui BatistaCristo, quando pregado na cruz, deve-se ter esvaído e desvalido durante horas intermináveis.
Mais chicotada menos chicotada, a democracia em Portugal passa pelo mesmo martírio: lento e devorador, sóbrio e mobilizador de vontades.
Após mais uma carga policial ainda mais estúpida que as anteriores continua-se – mais até nas classes informadas – a defender o desdém pelos mais elementares direitos à greve e ao protesto, e a isultar o “sacrifício” pelo bem comum futuro – qual revolução cultural ao contrário – que nos leva pelo caminho da inevitabilidade. Este é o caminho da Grécia, da invasão sem armas (de guerra) e da total submissão aos interesses dum punhado de criminosos.
Perguntaram-me, hoje, por ideias, por soluções, por alternativas à greve, que, não resulta – admita-se! – por já não ser um direito universal, mesmo que consagrado. Seguem algumas, que não serão, por certo, para encher as estatísticas do portal das ideias (que nem vou linkar):
* Renegociar prazos de pagamento da dívida externa. Estes prazos e estes juros são insustentáveis, plain-old math. Caso impossível, não as pagar. Portugal ainda é um país.
* Criminalizar a gestão danosa em todas as esferas do estado. Seguir o bom exemplo da Islândia. acabar com conceitos como a imunidade parlamentar.
* Demitir todos os membros deste governo com relações com grandes interesses corporativos, principalmente estrangeiros, em particular Angolanos e Chineses. Nada contra os povos de cada país, porém a pouca democracia que temos ainda me permite afirmar que o dinheiro desses dois países é sujo, e nunca aplicado em favor dos seus povos. Provavelmente convocar novas eleições.
* Impedir, por todos os meios, pacíficos ou não, a destruição – em andamento – do serviço nacional de saúde, entre outros serviços indispensavelmente públicos.
* Agradecia-se aos militares e polícias com uma réstia de sanidade que, caso necessária tomem as medidas conducentes ao cumprimento da sua honrosa função: defender os cidadãos portugueses e o estado português de qualquer amiaça externa ou interna.
E sim, foi um discurso bonito, muito utópico e surreal. Vou tentar resumir e clarificar: os cerca de 9 meses de governação desta mistura fina de queques, incompetentes e tecnocratas metem-me nojo. São “cócó XiXi”. Até o D. Sebastião de Paris… Até esse.
Agora Valium 10.
